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Estudo Epidemiológico no Australian Open.

Atualizado: 16 de jun. de 2021

Escrito por Luiz Augusto Borges Gomes

Epidemiologia no Tênis
Australia Open

Injury Epidemiology of Tennis Players at the 2011 – 2016 Australian Open Grand Slam (Gescheit et al., 2017)


Estudo publicado no ano de 2017, que teve como objetivo principal analisar o perfil epidemiológico das lesões sofridas pelos atletas participantes das edições de 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 do Australian Open, assim como descrever frequência com que os atletas buscaram tratamento para suas lesões durante o torneio. Na análise final, os autores fizeram um levantamento detalhado das lesões, dividindo-as por sexo, tipo e localização.


Somando as seis edições do torneio que foram analisadas, foram registradas um total de 1170 lesões entre 3120 atletas, incluindo atletas homens e mulheres participantes das chave principais e qualifying de simples, duplas e duplas mistas. Na análise final, as mulheres sofreram mais lesões do que os homens, com um total de 201,7 lesões a cada 10.000 games jogados, enquanto os homens tiveram 148,6 lesões por 10.000 games disputados. Analisando a taxa de lesão por edição do torneio, o resultado mostrou uma média de 33,6 lesões por edição entre as mulheres e uma média de 24,8 lesões por edição entre os homens.


Entre os homens, as regiões corporais lesadas com maior frequência foram joelho (média de 3,5 lesões/ano), tornozelo (média de 2,3 lesões/ano) e a coxa (média de 2,3 lesões/ano), enquanto as mulheres sofreram mais lesões no ombro (média de 5,1 lesões/ano), pé (média de 3,2 lesões/ano), punho (média de 3,1 lesões/ano), e joelho (média de 3,1 lesões/ano). De forma geral, durante o período de seis anos, houve uma tendência no aumento do número de lesões entre homens e mulheres, principalmente quando considerado lesões de tornozelo e cotovelo entre os homens e lesões de ombro e punho entre as mulheres, as quais apresentaram um aumento de 200% ou mais.


Quanto ao tipo de lesão, os tipos mais comuns foram lesões musculares, entorses e lesões tendíneas, sendo que as lesões musculares representaram a maior parte das lesões, com uma taxa de 45,9 e 56,5 lesões a cada 10.000 games disputados entre homens e mulheres, respectivamente.


Em relação ao tratamento para as lesões sofridas durante o torneio, o estudo concluiu que homens e mulheres buscam tratamento para suas lesões em proporções semelhantes, sendo que os homens buscaram tratamento um maior número de vezes para tratar lesões sofridas na coluna lombar (média de 4 atendimentos por ano), enquanto as mulheres demandaram um maior número de atendimento para lesões sofridas no tornozelo (média de 4,9 atendimentos por ano). Além disso, vale a pena salientar que os autores do estudo evidenciaram um aumento muito grande no número de atendimentos para lesões de membro superiores, tanto entre homens quanto entre mulheres, durante o período estudado (aumento de 5,2 vezes em um período de 4 anos).


O tipo de lesão que mais comumente demandou tratamento durante as edições do torneio foram os entorses (média de 5,2 atendimentos por ano) entre os homens e as lesões de cartilagem (média de 5,1 atendimentos por ano) entre as mulheres.


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