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Lesões no Tênis - Evidências Científicas

Atualizado: 16 de jun. de 2021


O tênis é um esporte que vem crescendo a cada ano, são cerca de 1 bilhão de praticantes no mundo todo, sendo o 4º esporte mais praticado no mundo. Nos Estados Unidos, em 2016, foram registrados mais de 18 milhões de adeptos ao esporte. No Brasil, esse número fica muito atrás, cerca de 1.5 milhão de praticantes em um estudo de 2007. Um jogador de tênis está sujeito há vários mecanismos que podem gerar alguma lesão no corpo, pois necessita de movimentos complexos, repetitivos, abruptos ou de alta energia. Diferentes níveis de habilidades, tipos de superfícies de quadra, idade, e condições físicas podem influenciar a manifestação de alguma lesão.


Um estudo realizado nos Estados Unidos, sobre epidemiologia no tênis em atletas amadores, revelou que a incidência pode chegar a 6 lesões a cada 1.000 horas jogadas. As crianças (faixa etária no estudo de 5 a 19 anos) foram as que mais procuram um serviço hospitalar, com uma taxa de 30% dos casos. Porém o mecanismo de lesão de crianças com faixa etária de 5 a 10 anos foi principalmente por trauma de raquete, bola ou trauma na rede. Devido a esse número grande de lesões a International Tennis Federation (ITF) e a United States Tennis Association (USTA) adaptaram as regras e os equipamentos das crianças, como diminuição do tamanho da quadra e bolas mais lentas, por exemplo.


A região do corpo mais acometido nos jogadores amadores foi os membros inferiores, representando 42% de todas as lesões, sendo o entorse de tornozelo o mecanismo de lesão mais acometido, representando 34,8% das lesões de membros inferiores. Esses dados também são encontrados em trabalhos realizados em jogadores de tênis profissionais, onde o maior número de lesões também são em membros inferiores, porém o tipo mais acometido nesses indivíduos foram lesões em músculos e tendões.


Nesse trabalho realizado em atletas profissionais, a incidência de lesão foi muito maior chegando a quase 60 lesões a cada 1.000 horas (sendo que em amadores a taxa foi de 6 lesões a cada 1.000 horas). O local da lesão foi diferente quando comparado entre homens e mulheres, sendo que as lesões em homens foram mais em joelho, tornozelo e coxa. Nas mulheres as lesões foram maiores em membros superiores, acometendo principalmente os ombros, seguido por pé, punho e joelho.


No Brasil, não há trabalhos científicos sobre a epidemiologia de jogadores amadores. Porém em nossa prática clínica é muito comum jogadores de tênis amadores queixarem de dor em membros superiores, principalmente em cotovelo, conhecido por muitos como Tennis Elbow, ou cotovelo de tenista.


As lesões mais comum encontrado na literatura e na prática clínica relacionado ao tênis são, tennis elbow, golfer’s elbow, SLAP, lesões no manguito rotador, tendinopatia patelar (jumper’s knew), dor femuropatelar, lesão do ligamento cruzado, tennis leg, entorse do tornozelo, lesão do complexo da fibrocartilagem triangular e fratura por estresse da coluna.


Com o crescimento do esporte o número de lesões podem se tornar cada vez maior e mais comum, por isso um programa de prevenção e orientação sobre a prática do tênis deve ser mais estudado e melhor orientado pelo profissional da saúde ou pelos treinadores de tênis.


Referências:

https://www.worldatlas.com/2018.

Gaw C. E. Clinical Journal of Sport Medicine, 2014.

Katie S, et al. Br J Sports Med 2014.

Gescheit DT, et al. Br J Sports Med 2017.

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